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Jenny Lumelsky - Lazy Ladies Leaning on Ladders

Jenny Lumelsky - Lazy Ladies Leaning on Ladders

julienfoulatier:

Illustration by Eloise Renouf.

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Illustration by Eloise Renouf.

kazam:

jeje

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jeje

Casa comigo?

casa comigo que te faço a pessoa mais feliz do mundo. 
a mais linda, a mais amada, respeitada, cuidada… 
a mais bem comida. 
e a pessoa mais namorada do mundo e a mais casada. 
e a mais festas, viagens, jantares…
casa comigo que te faço pessoa mais realizada profissionalmente. 
e a mais grávida e a mais mãe. 
e a pessoa mais as primeiras discussões. 
a pessoa mais novas brigas e as discussões de sempre. 
casa comigo que te faço a pessoa mais separada do mundo. te faço a pessoa mais solitária com um filho pra criar do mundo. 
a pessoa mais foi ao fundo do poço e dá a volta por cima de todas. 
a mais reconstruiu sua vida. 
a mais conheceu uma nova pessoa, a mais se apaixonou novamente… 
casa comigo que te faço a pessoa mais “casa comigo que te faço a pessoa mais feliz do mundo”.

 Michel Melamed 

Meu sonho de menina: sim, ainda quero ser bailarina.
(vale sonhar isso aos 30 anos?)
Despedida - Para nunca esquecer

Meigo, meu amigo. Sempre fomos duas velhas de chapéu e de batom, luvas, cigarrilhas e beberiques. Era no colo dele que eu ia me deitar sempre que precisava. Era pelo chat do gmail que eu recorria aos seus bons conselhos, ensinamentos. Sempre tão aberto, tão risonho, tão gentil. Sempre tão próximo, mesmo quando a distância ultrapassava a fronteira entre dois países. Sempre tão digno, rígido naquilo que acreditava, doa a quem doer. 

Debochado. Minha vida ao lado dele sempre foi pura alegria, diversão, contentamento. Com ele, mesmo que triste, não tinha essa de mau tempo. A gente já dançou até o chão, até o teto, até amanhecer, até a música acabar. E é essa a sensação que eu tenho hoje: que a música acabou. Cadê que eu vou poder passear de mãos dadas com ele em Buenos Aires? Cadê que a gente vai tomar um vinho juntos? Cadê que ele vai ver minha azeitona virar oliveira? Cadê? 

Eu guardo com uma certa dor uma calça xadrez, um cachecol e duas rosas de prata. Eu guardo com uma certa dor todas essas boas lembranças, e uma esperança ridícula dele aparecer. Eu guardo aqui comigo o seu tom de voz, desafinadinho, a sensação do seu abraço, sempre apertadinho, o seu olhar cúmplice, cheio de carinho - para sempre amo você, meu querido amigo.

Hoje eu tenho apenas…

Já tem um tempo que o meu coração está assim, meio parado. Mesmo quando eu amo, coitado, ele não bate tão forte como costumava fazer. Acho que é sintoma do desencanto, que vem com o tempo - esse tempo que envelhece e nos deixa saber que não, o amor não é tudo aquilo que imaginávamos. Não que seja ruim. Ou pouco nobre, ou menos digno.

Mas não me acontece mais como nos primeiros dias de juventude. Quando o coração quase saltava do peito ao ver um moço apaixonante. Sabe aquela coisa de caminhar atrás, fechando os olhos e tentando sentir ao máximo qualquer migalha de cheiro que se desprendesse desse alguém? Não tem mais.

Já se foi o tempo em que eu queria me entregar inteira nas mãos do príncipe. Que eu achava que duraria para sempre. Que eu suspirava vendo fotografia, filme romântico, casal na praça. Não é que eu não queira mais. Mas parece que não consigo. Parece que caiu a máscara do Papai Noel. Como refazer?

Eu prefiro ser a menina que se apaixona com qualquer manifestação de gentileza, um arrumar de brinco, um elogio, um sorriso, uma olhadinha, uma palavra doce. Eu prefiro ser a menina boba da paixão platônica, que estremece pelo personagem do filme, do livro, pelo escritor. Eu prefiro ter a ilusão de volta do que essa certeza de que história de amor só dá certo na vida dos outros, real ou não.

E por mais que eu já saiba que a vida é isso aí, que a solidão veio para ficar, que isso de metade da laranja é só um sinônimo de meio copo de suco e nada mais, eu ainda espero lá no fundinho escondido do meu coração (de pedra) que vai aparecer alguém para me dar a mão. Um alguém desengonçado que me faça mudar a ideia, que me faça café da manhã, que me faça esquecer tudo o que eu sei sobre o desamor. E seremos felizes para sempre.

Para pés no chão.

Já não resto eu, já não me resta você.

Melhor que seja assim.

Que eu presumo que o meu resumo soa mais lindo sem a sua presença.

Ofensa.

Oferenda.

Volta para quem te quer bem.

Que no topo do lixo, maltrapilho, maltratado, faça o seu reinado.

E bom bocado, daquilo que te satisfaz.

Aqui, no meu entulho, meu restolho, meu orgulho, meu esforço de me reencontrar.

Oh, darling.Please believe me.I’ll never do you no harm.Believe me when I tell you,I’ll never do you no harm. Oh, darling.If you leave me,I’ll never make it alone.Believe me when I beg you,Don’t ever leave me alone.

(sempre duvide)

j’aime coeur
julienfoulatier:

Design by Joey Bates.

j’aime coeur

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Design by Joey Bates.

É bom ser solitário, pois a solidão é difícil; (…) Amar também é bom: pois o amor é difícil. Ter amor, de uma pessoa por outra, talvez seja a coisa mais difícil que nos foi dada, a mais extrema, a derradeira prova e provação, o trabalho para o qual qualquer outro trabalho é apenas preparação. (…) Com todo o seu ser, com todas as forças reunidas em seu coração solitário, receoso e acelerado, os jovens precisam aprender a amar. (…) de modo que o amor é por muito tempo, ao longo da vida, solidão, isolamento intenso e profundo para quem ama.
Rainer Maria Rilke
Filosofia de buteco - ou - Último anoitecer

Melhor uma taça de vinho em uma mão e uma (ótima) amiga na outra do que um ex-namorado voando.